The Divine Comedy – Something For The Weekend (video)

Sem muito mais a acrescentar, e porque o espectáculo de ontem foi uma das grandes experiências ao vivo que este ano ofereceu, fica o clássico omitido no alinhamento do magistral “espectáculo de variedades”.

Não esquecer que hoje há mais uma dose, no Maria Matos. Se têm o bilhete e pensam trocar, estão a pensar mal, confessamos não ter grandes esperanças quanto ao vosso futuro.

Mais tarde, no Absoluto em Lisboa, Vitalic.

Gil Scott-Heron e Jamie xx – NY Is Killing Me (video)

I’m New Here foi um dos grandes e mais importantes lançamentos do ano. Não só por representar o regresso de um dos vultos maiores da soul à gravação de discos, que não gravava um longa duração desde o final da minha primária, mas também por introduzir sozinho toda uma nova gama de possibilidades para a poesia cantada.

Afinal, o dubstep mais minimalista e negro parecia ser o acompanhamento ideal para uma voz em fim de esforço, a recitar palavras de amargura para uma sociedade urbana que diz não reconhecer. I’m New Here é musica realmente nova, quer sendo um passo em frente na produção da musica urbana feita para a urbe ou como um fugaz polaroid dum momento em que se tentou fazer algo verdadeiramente diferente.

Surge agora a noticia do lançamento para Fevereiro próximo de uma nova versão remisturada deste I’m New Here. Jamie xx (dos XX), artesão inspirado e autor de uma das mais surpreendentes remisturas do ano, pegou no regresso do velho trovador e reinventou todas as suas 13 faixas principais, com resultados ainda desconhecidos.

Ou assim era até anteontem, dia em que foi lançado no Youtube o vídeo para a faixa NY Is Killing Me, revisão Jamie xx. O vídeo é de Iain Forsyth e Jane Pollard, e sugere que acompanhemos o dia a dia dos dois músicos, entre gravações de estúdio e passagem de camisas. Já a faixa promete aqui um álbum mais Jamie que Gil Scott, mas logo se tirará a prova dos nove. Até lá,  fica NY Is  Killing Me, viciante acima de tudo.

We’re New Here sai a 21 de Fevereiro de 2011, pela Rough Trade. (preorder e download da faixa)

Au Revoir Simone – Knight of Wands (video)

É verdade que o tempo de glória dos videoclipes, como principais montras dos novos lançamentos discográficos, já lá vai. É também verdade que isso não tem impedido verdadeiras obras primas de saírem aqui e ali, e este ano já mandou algumas.

Knight of Wands, o novo vídeo das Au Revoir Simone, não entra na categoria de obra-prima mas é acima de tudo uma experiência no campo da interactividade. A proposta é intervir, directamente, no desenrolar de um vídeo, através da responsabilidade de dar cor às senhoras e a tudo o que lhes rodeia, tendo em atenção que a musica não pára à nossa espera. Enquanto o flash não crasha a experiência é simples mas divertida, ainda mais quando as três finalmente se mostram em imagem real, com toda a comicidade involuntária que isso pode ou não causar. (comigo é certinho e direitinho)

Sigam o mocho para o vídeo. A faixa Knight of Wands pertence ainda ao terceiro álbum do trio, Still Night, Still Light, já de 2009.

John Vanderslice – Sea Salt (stream), Vitalic em Lisboa!

Ok, estamos oficialmente de volta. O notebook está na malinha onde é suposto estar, a internet está no pc onde é suposto estar, John Vanderslice tem novo trabalho a sair.

O álbum chama-se White Wilderness, tem a participação da The Magik*Magik Orchestra (um ponto para a Republica Checa!) e a deliciosa faixa de apresentação Sea Salt já está disponivel para fugaz stream no site da NPR.

Noutras noticias, não esquecer os eminentes espectáculos de entretenimento para os próximos dias: Neil Hannon no Maria Matos (esgotadissimo por estas alturas), Vitalic dia 30 no Absoluto (15€ em pré-venda Ticketline ou Flur) e Chromatics no Sá da Bandeira a 31 de Novembro e Lux a dia 2.

O dado novo aqui é, claro, a segunda vinda do francês Vitalic a Portugal este ano (primeira em Lisboa), por isso fecha-se com um dos clássicos, já que o Vanderslice continua preso ao site da radio.

Nine Inch Nails – Pretty Hate Machine

Isto anda muito complicado, minha gente. Sem internet, com imenso trabalho, noticias a conta-gotas, preso a um notebook.  Mas terça feira já se espera uma volta ao normal.

Por enquanto, a única grande notícia a justificar procura de Internet em lugar alheio: O primeiro album dos NIN está para audição no site da NME (na verdade está no soundcloud, mas vai fazer o quê…)

O clássico de 1989 Pretty Hate Machine está para ser reeditado, com faixa extra, e é agradável que esteja agora disponível para fugaz recuerdo. Votos de boas vendas.

Os notebooks, no máximo, deviam ser oferecidos. Tipo os iogurtes em fim de prazo.

Iamamiwhoami – In concert

No site do grupo já tinha sido anunciado este evento, com update recente, e a história é esta: um concerto iria ter lugar em local secreto, sendo disponibilizado para visualização em streaming, mas por apenas 6 horas. Ora aqui está um grupo que se deleita na fidelidade dos seus fãs.

O concerto, que ainda tive oportunidade de ver antes do fecho da janela, foi uma experiência tão ou mais bizarra que os vídeos. Afinal, Iamamiwhoami é um projecto com algumas musicas sólidas, mas que depende do suporte visual como poucas. Tendo em conta essa limitação, como fazer um concerto? A solução encontrada não tem nada de simples: fazer um gigantesco art-video em tempo (quase) real.

O resultado é uma das horas mais estranhas que já tive o prazer de assistir, assim como das mais refrescantes e originais. Perto de uma hora filmada em alta-definição, que começa com a saída do grupo do hotel e acaba, já de manhã, num cemitério no meio da floresta. Pelo meio, um fã que ganhou uma votação online é exposto ao frio, assustado, preso numa caixa de papelão, queimado e suas cinzas enterradas, enquanto a mandrágora canta, dança e simula dar-se prazer na lama. É tudo bem mais estranho do que soa, na verdade.

O vídeo já não está online, como se previa, mas a comunidade rapidamente resolveu o problema, resta saber até quando. Podem  apressar-se a sacar o vídeo aqui, mas aviso à navegação: são 500mg, o vídeo é estranhíssimo e em certa medida um pouco NSFW. Com isso em mente, estejam à vontade para o épico final da aventura Iamamiwhoami, ou BOUNTY. What a ride.

E pra mim, tudo começou aqui.

Isto faz agora um ano… Podcast #6

Semi-inaugura-se nova rubrica aqui no blog. Já se tinham re-postado emissões antigas, mas agora que se coincidem as datas, a coisa ganha outro sabor. Rude nostalgia para a cabeça, portanto.

Ouvir estas coisas, para além do efeito vergonha alheia de quem tinha acabado de comprar um microfone e não fazia puto do que era “normalizar“, torna-se interessante na revisão do que andámos a ouvir há um ano atrás: alguns temas sabem a mofo, outros soam tão recentes quanto antes, outros há que tinham ficado tão fundo no baú quem nem nos lembrávamos deles. A musica explodiu, de facto, nestes últimos dois anos e o efeito é este.

Acerca da emissão de 11 de Outubro de 2009, aguardava-se acima de tudo a visita de Tim Exile e Micachu ao Loft, num Baile da Madame. Não foi o Exile e não fui eu, mas disseram que a festa correu muito bem. Fala-se da visita de Nico MuhlyBen Frost, Sam Amidon e Valgeir Sigurðsson ao Maria Matos num concerto memorável, ouvem-se os dois primeiros. Experimenta-se uma demo (e eu saúdo em inglês com resultados cringe wordy) e  fecha-se com Grizzly Bear. Bem bom.

Fica para stream e download,  aqui no dropbox.

1. Tyondai Braxton – J. City

2. Lansing-Dreiden – Cement To Stone

3. Wellie – Wearin’ My Thermals (The Countryside Alliance Crew)

4. Micachu and The Shapes – Eat Your Heart

5. Tim Exile – Family Galaxy

6. Tim Exile – Carouselle

7. Cardiacs – Big Ship

8. The Zombies – Time Of The Season

9. Dane Coote – Living In Between

10. Nico Muhly (with Sam Amidon) – The Only Tune I. The Two Sisters

11. Ben Frost – We Love You Michael Gira

12. Scuba – Inmost

13. Cold Cave – Life Magazine

14. Nathan Fake – The Curlew

15. Example – Won’t Go Quietly (Juan Maclean Remix)

16. Grizzly Bear – Ready, Able