Laurel Halo – Embassy (video)

Ainda não sei nada sobre esta nativa de Brooklyn, mas a paixão tolda-me o sentido. Se se verificar armadilha, morro a sorrir; se não for, está descoberto um dos novos nomes a ter em conta para o resto de 2010.

Laurel Halo lançou o seu mais recente ep King Felix para download gratuito no seu site e a faixa que aqui fica, Embassy, é já um dos temas do ano aqui em casa. Mais para breve, por enquanto fica o amor.

Saquem o ep.

Anita Vai ao Mel 12


Homem que é homem grava programas mesmo deprimido. Aliás, pelo resultado satisfatório da coisa esta semana, vou começar a promover o estado de espírito com recurso a relatórios da AMI e sessões do Canal Parlamento, pouco antes de gravar.

Esta semana destacam-se as novidades por parte dos Blonde Redhead, of Montreal e Sufjan Stevens, todos com trabalhos acabados de sair ou rés-vés Campo de Ourique. Atenção também para álbum de remisturas, a caminho, para A Sufi and a Killer de Gonjasufi.

De Manchester para o mundo, destaca-se também o mais que tardio lançamento do primeiro álbum para os Everything Everything. Após mais de dois anos a criarem o burburinho possível no Myspace e a reunirem um enorme entusiasmo, aquela que é uma das mais interessantes e originais bandas inglesas dos últimos anos lança já 30 de Agosto Man Alive, pela Geffen. No Anita comemora-se com audições da batidíssima Suffragette Suffragette e a faixa de encerramento Weights.

Lá pelo meio temos o industrial via Knight Rider, o gótico de fazer chorar as pedras da calçada a cargo dos Theatre of Tragedy em 96, o post-dubstep de Akhluts e ainda heads-up para a visita dos Chromatics a Portugal, que será alvo de mais atenções ao longo dos próximos meses.

No final, depois do grande épico de Sufjan Stevens All Delighted People, um pequeno rebuçado a cargo de Brian Wilson, metido à pressão para fazer recordar que as coisas, apesar da merda às colheres, são momentos. Beijos.

Saquem Anita Vai ao Mel #12 (mediafire) ou streamem aqui.

1.Gonjasufi – Love Of Reign (Bear in Heaven Remix)
2.Blonde Redhead – Not Getting There
3.of Montreal – Famine Affair
4.Knight Rider – Parasite Emblem
5.Theatre Of Tragedy – Venus
6.Philip Selway – Beyond Reason
7.Akhluts – Wintermount
8.Arcade Fire – Deep Blue
9.Everything Everything – Suffragette Suffragette
10.Everything Everything – Weights
11.Chromatics – In The City
12.Sufjan Stevens – All Delighted People

(Brian Wilson – Love Is Here To Stay)

of Montreal – Coquet Coquette (video)

Para um álbum tão longe do costumeiro, o primeiro vídeo de apresentação parece apegado pelo menos à tradição dos of Montreal de disparar vídeos que fazem perder o nosso tempo.

Desta feita, a banda e mais uns voluntários ensaiam uma reunião de condomínio na praia, com interessantes adendas à discussão por parte de um Late B.P. Elliot e seus excelentes talentos de persuasão, um Barnes com poses hipster letais e um careca com o cio. Tudo ao som de Coquet Coquette, o primeiro single do novo False Priest.

Agora que as câmaras HD estão mais baratas, parece que vamos ver muitos destes épicos a germinar um pouco por todo o lado. Até agora, os of Montreal são um dos projectos musicais na fila da frente desta fundamental “revolução”.

False Priest sai a 14 de Setembro, e terá convidados como Janelle Monáe e Solange Knowles.

Anita Vai ao Mel 11

Puff, now this was a bitch to edit…

Para esta semana, a selecção tem requintes, alerta-se, de alguma esquizofrenia. Logo a início, ouvem-se vozes, primeiro as de avós russas a cantar à lareira ao som dos delírios experimentais dos netos (Black Hippies), depois das bruxas da bruma, encorpadas na vocalista de Fielded.

Depois do inicio em sentido, alternam-se ataques de nostalgia – BloodHound Gang em 2005 a homenagear o génio de Ralph Wiggum e The Smiths a serem The Smiths – com o apetite voraz por novos caminhos. Nos novos trilhos encontramos novo trabalho para Eskmo e Kanye West, assim como nova mixtape para K-Os, que podem sacar na integra aqui.

Confirmam-se os Dream Boat e o seu ep FEVERS como das coisas mais interessantes saídos do género (agora que os SALEM estagnaram a sua fórmula).

Destaca-se a visita dos Faust a Portugal dia 6 de Outubro ao Maria Matos e o regresso para breve de Emanuel Casimiro, o auto-proclamado e ainda sem rival Rei do Power Pimba, que nos oferece aqui uma bonita ode ao seu cabelo. Para breve um post especial aqui no Anita, pois a obra deste trovador de Bucelas urge a maior das atenções.

Pelo meio ainda têm o minimal voluptuoso de Elektro Guzzi, recordação para Tim Exile em 2009 e fofuras como o dubstep de BFlecha e, VICIO DA SEMANA, a brilhante Nice and Easy de um certo El Molito, editada já em 2009.

É a selecção possível do que tem passado pelo Winamp aqui de casa nas ultimas semanas, espero que a trip seja prazenteira.

Downloadem ANITA VAI AO MEL #11 (mediafire) ou streamem aqui em baixo.

1.Black Hippies – Zoned Out Kuregovo

2.Fielded – Demon Seed

3.The Bloodhound Gang – Ralph Wiggum

4.The Smiths – Girl Afraid

5.Eskmo – Come Back

6.BFlecha – Kosmic Lovers

7.El Molito – Nice and Easy

8.Dream Boat – Holy Smokes (Summer Solstice Reprise)

9.K-Os – I Wish I Could Believe

10.Kanye West – Power (feat Dwele)

11.Emanuel Casimiro – O Meu Cabelo

12.Faust – I’ve Got My Car and My TV

13.Faust – Picnic on a Frozen River

14.Elektro Guzzi – Hexenschuss

15.Cymbals – Good Luck (DRUGS Singularity Remix)

16.Tim Exile – Family Galaxy

!!! no Lux

Os !!! (chk chk chk) vêm cá. Ao Lux. Dia 9 de Novembro. Preço de entrada: 25€.

Rumores já circulam que espancamento extra à saída da sala já vem incluído no preço do bilhete, mas tem de ser pedido com antecedência.

25€?? A sério?

Está bem.

Eskmo – Cloudlight (video)

Eskmo já por cá anda há uns anos, e desde Hypercolor que é um nome que aspira atenções. Quando digo aspira, sugiro a imagem de um gigante papa-formigas a aterrorizar as ruas de S.Francisco, desesperado à procura de mais uma dose. A imagem pode não ser realista (Crazy Taxi provou-nos que há demasiado trânsito naquela cidade para o permitir) mas quando se ouve Eskmo e se gosta do que se ouve, é difícil não viciar. As suas composições são inteligentes, divertidas, espaçadas e viciantes e as  sensações que despoletam são ideais para uma cidade como Lisboa, negrura de urbe e luz de lenda.

Desde que assinou pela Ninja Tune, Eskmo tem entre outras coisas trabalhado com Amon Tobin (rever) sem perder o rumo ao seu trabalho a solo, que se vê agora na forma de Cloudlight. Porque assinar com os ninjas tem as suas virtudes, o dinheiro para vídeos já foi bem empregue com o tema título, que já é um dos temas deste verão: um vício de sopro dubstep, muito dentro da brutalidade aveludada de Hypercolour, com a hipnose pautada a gravações de campo e vocals absolutamente originais –  e quando se fala do nativo da cidade dos eléctricos e papa-formigas gigantes e do seu futuro na musica electrónica, originalidade é o único conceito a reter, independentemente das gavetas onde o queiramos meter.

Faust, no Teatro Maria Matos

Com o maior dos contentamentos, convenientemente expressos por onomatopeias efusivas em capslock, descubro hoje que os Faust visitam o nosso país em Outubro, no já meu grande favorito Teatro Maria Matos.

O ultimo álbum dos alemães, C’est Com… Com… Compliqué ainda roda muito cá por casa passado um ano e será para o Anita uma honra vê-lo ser apresentado ao vivo, em conjunto com os clássicos que foram editando ao longo da prolifica e influente carreira.

O alinhamento para o espectáculo parece grande (6 pessoas? A sério? Mas há bar aberto?) Promete alargar a paleta de sons, mas só no dia 6 de Outubro poderemos ver se realmente resulta, especialmente com o tom mais contido dos últimos exercícios, ou assim me parece.  Nos entretantos, vou continuar a competir com a Anita o volume dos nossos gritinhos e preparar a compra do bilhete, a uns míseros 7.5€ para menores de 30 anos (<15€). Ficam umas recordações e voilá voilá, voilá.

Da obra prima de 1973 Faust IV, Giggly Smile

e Sad Skinhead

E do último C’est Com…Com…Compliqué de 2009, En Veux-Tu Des Effets, En Voilà.