É Natal em Lisboa? Dubstep germina este mês.

A minha relação com o Dubstep é relativamente recente. A primeira vez que ouvi sequer o termo data talvez de fins de 2008, quando a cena no UK já ia mais que estabelecida.

A venerar aquelas batidas espaçadas desde – vá – 2009, para mim tem sido quase tortura a lentidão como as coisas têm rolado em Portugal. Um sucesso por praticamente toda a Europa/Mundo, (mesmo a ameaçar o mainstream por alguns lados) o dubstep tem-se retraído no nosso país e as festas são raríssimas, especialmente se vivermos na capital. Talvez por estar inserido não no seu movimento próprio mas na chamada Cultura Bass, o dubstep não conseguiu desmarcar-se ainda do perpétuo reinante drum n bass, pelo que uma parte significativa dos fãs deste último continua a recusar a entrada de linguagens com menos BPMs. Ainda se assiste a cenas particularmente deprimentes em festas por aí em que o DJ ousa passar dubstep, especialmente se houver algum álcool e má educação à mistura. Ora o dubstep não é uma forma mais lenta de drum n bass, é algo de radicalmente diferente, nem melhor nem pior. Se não procuro festas reggae para ouvir house, porque tenho de procurar festas dnb para ouvir dubstep?

É da minha opinião que este é o tempo de começar a separar os dois géneros, dando progressiva igual importância a cada um deles – caso contrario as duas tribos começarão necessariamente a degladiar por espaço e tempo nos decks ; e/ou o dubstep, como irmão mais novo, nunca terá o impulso suficiente para subir à tona.  Ambas as possibilidades  serão pouco saudáveis, felizmente que são apenas fruto da minha opinião.

É neste estado de coisas que Fevereiro surge como o mês de todo o delírio. No passado dia 6 houve reunião Uncommon Ground no Lx, que perdi porque não sabia que existia. Inspirados na Low End Theory, dizem no myspace, o Biru, o Nokin, o Unite e o Franky the Fly arquitectaram uma festa no Casting Café.,Nunca mais perder, a próxima é já a 6 de Março, mais pormenores quando os houver.

Já sexta feira dia 12 haverá festa no POST em Benfica, a apresentação da Warface DJ’s, um festão com Mr Mute, Deckjack, Infestus, Rastronaut e MC Sette, como convidado especial. Os novos talentos do dubstep tuga reunidos num só espaço, a  5 euros a entrada com oferta de imperial (das GRANDES!). Totalmente a não perder, um futuro clássico se tudo correr bem!

E na noite de Carnaval volta a festa oficial do Dubstep Lisboeta. Depois do sucesso da segunda edição, Dub:Burn #3 será novamente no acolhedor Casting Café do Lx Factory, onde estaremos entregues a  DUB-4 do colectivo CooL & DeadlY e MatozoidE, a DINIS representando o colectivo PressurE ForcE, ao DJ KAP e a NSEKT.

Este fim de semana, portanto, não há direito a choradinho. Temos festas semi-exclusivas ao género, onde ele terá total liberdade para voar. Reza-se para que os soundsystems sejam do melhor possível e assegura-se a presença pois, nem que seja por apenas uns dias, o dubstep está em Lisboa e só temos de nos mexer!

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