Owen Pallet no Maria Matos – nova data (dia 11)

Atenção aos incautos. A lotação para dia 10 no Maria Matos já esgotou há muito mas foi aberta uma nova data para o dia seguinte, dia 11. Os bilhetes mantêm-se nos convidativos 5€ – para menores de 30 –  e a hora para as 10 da noite. Vou já comprar o segundo, quem me acompanha em cada um?

Mais informações no site do Maria Matos.

UPDATE. A confirmar, é possível que a segunda data esteja esteja já esgotada. A contactar o Maria Matos. Cross thy fingers.

UPDATE 2. Esgotadíssimo.

No mp3… Mixtape for the Broken Hearts by Timeless Void

Um pequeno à parte. Ultimamente tem estado em constante repeat por aqui uma certa mixtape.

Normalmente as mixtapes passam-me ao lado, há qualquer coisa no formato que não me inspira confiança, como se só servissem para oferecer às pré-namoradas. Já todos fizemos as nossas, vide High Fidelity.

Mas esta Mixtape for the Broken Hearts está impregnada de tão óbvio bom gosto que  se tornou um vício. Numa onda essencialmente leftfield, com bastantes apontamentos soul para os dias de chuva, é a banda sonora perfeita para estes dias em que as manhãs são lindas mas as noites não tanto. Uma horinha para se beber com o café da manhã, para substituir a musica do Continente durante as compras, para a viagem tortuosa de volta a casa – queremos mais, Angela, queremos mais.

A conferir já, para download no sempre interessante Timeless Void.

É Natal em Lisboa? Dubstep germina este mês.

A minha relação com o Dubstep é relativamente recente. A primeira vez que ouvi sequer o termo data talvez de fins de 2008, quando a cena no UK já ia mais que estabelecida.

A venerar aquelas batidas espaçadas desde – vá – 2009, para mim tem sido quase tortura a lentidão como as coisas têm rolado em Portugal. Um sucesso por praticamente toda a Europa/Mundo, (mesmo a ameaçar o mainstream por alguns lados) o dubstep tem-se retraído no nosso país e as festas são raríssimas, especialmente se vivermos na capital. Talvez por estar inserido não no seu movimento próprio mas na chamada Cultura Bass, o dubstep não conseguiu desmarcar-se ainda do perpétuo reinante drum n bass, pelo que uma parte significativa dos fãs deste último continua a recusar a entrada de linguagens com menos BPMs. Ainda se assiste a cenas particularmente deprimentes em festas por aí em que o DJ ousa passar dubstep, especialmente se houver algum álcool e má educação à mistura. Ora o dubstep não é uma forma mais lenta de drum n bass, é algo de radicalmente diferente, nem melhor nem pior. Se não procuro festas reggae para ouvir house, porque tenho de procurar festas dnb para ouvir dubstep?

É da minha opinião que este é o tempo de começar a separar os dois géneros, dando progressiva igual importância a cada um deles – caso contrario as duas tribos começarão necessariamente a degladiar por espaço e tempo nos decks ; e/ou o dubstep, como irmão mais novo, nunca terá o impulso suficiente para subir à tona.  Ambas as possibilidades  serão pouco saudáveis, felizmente que são apenas fruto da minha opinião.

É neste estado de coisas que Fevereiro surge como o mês de todo o delírio. No passado dia 6 houve reunião Uncommon Ground no Lx, que perdi porque não sabia que existia. Inspirados na Low End Theory, dizem no myspace, o Biru, o Nokin, o Unite e o Franky the Fly arquitectaram uma festa no Casting Café.,Nunca mais perder, a próxima é já a 6 de Março, mais pormenores quando os houver.

Já sexta feira dia 12 haverá festa no POST em Benfica, a apresentação da Warface DJ’s, um festão com Mr Mute, Deckjack, Infestus, Rastronaut e MC Sette, como convidado especial. Os novos talentos do dubstep tuga reunidos num só espaço, a  5 euros a entrada com oferta de imperial (das GRANDES!). Totalmente a não perder, um futuro clássico se tudo correr bem!

E na noite de Carnaval volta a festa oficial do Dubstep Lisboeta. Depois do sucesso da segunda edição, Dub:Burn #3 será novamente no acolhedor Casting Café do Lx Factory, onde estaremos entregues a  DUB-4 do colectivo CooL & DeadlY e MatozoidE, a DINIS representando o colectivo PressurE ForcE, ao DJ KAP e a NSEKT.

Este fim de semana, portanto, não há direito a choradinho. Temos festas semi-exclusivas ao género, onde ele terá total liberdade para voar. Reza-se para que os soundsystems sejam do melhor possível e assegura-se a presença pois, nem que seja por apenas uns dias, o dubstep está em Lisboa e só temos de nos mexer!

Polyrock – Romantic Me

Há quem diga que chegaram tarde demais. Os anos 80 já tinham entrado e o reino do  pós-punk pertencia aos Talking Heads, pelo que um projecto como o dos Polyrock acaba por nunca ter a projecção que muito provavelmente mereceria.
A influência de Brian Eno é clara no som das duas bandas, mas enquanto os Talking Heads o tinham no estúdio, os Polyrock só o teriam em espírito. Em compensação, tinham na cadeira de produtor o genial minimalista Phillip Glass, que não só produziu os dois esforços discográficos da banda como tocou em ambos, resultando a  amalgama de influências numa abordagem saudavelmente funk do espírito repetitivo e atonal a que nos habituámos com Glass.
Talvez falta de timing, talvez falta de promoção, a verdade é que temas como este Romantic Me evidenciam a urgência de se redescobrir a musica desta banda com tão curta existência (1978-1982) e fugaz relevância. O álbum, em repeat por cá, é auto-intitulado e estará certamente em destaque no programa da próxima semana.