Iamamiwhoami – drops (video)

A nova seleção de canções do projeto sueco Iamamiwhoami está vagarosa mas firmemente a construir o possível grande álbum pop do ano, em se confirmando uma compilação. Pelo menos assim sugere esta ultima drops, sem duvida um dos melhores temas da colheita do grupo desde o seu inicio em Dezembro de 2009, e tudo enrolado num vídeo fascinante.

Drops é a continuação direta do anterior sever e procura rápida resolução no próximo good worker, já com lançamento apontado para 14 de Março.

Death Grips – Get Got (video)

Os Death Grips prometeram dois álbuns para este ano, e a enxurrada já começou. Pouco menos de duas semanas depois de Blackjack, chega agora segundo single Get Got na forma de vídeo.

A receita Death Grips com mais colorau, para conferir aqui enquanto se aguarda pelos próximos 15 vídeos ou por The Money Store, a sair a 24 de Abril. O que vier primeiro.

Via Prefix

Julia Holter – Ekstasis (stream)

Julia Holter pode ser assustadora. Existem gravações de leituras de receitas, mixtapes à base de zapping radiofónico e mesmo Tragedy, sem dúvida alguma um dos melhores álbuns da colheita de 2011, pode ser implacável no seu espaçamento.

Mas bastará chegar aos primeiros segundos da terceira faixa In The Same Room do novo álbum Ekstasis e sabemos que estamos a patinar em gelo mais seguro, sem com isso diminuir o prazer da viagem. Às primeiras audições descobrimos um álbum bem mais acessível que o seu antecessor, com coleta pop ao catálogo antigo incluída, mas a incansável atenção ao pormenor e obsessão com a constante renovação de ideias parece ter pingado de Tragedy, com efeitos ainda por explorar nos próximos dias/meses.

Ekstasis está disponível para audição integral no site da NPR, e será lançado pela RVNG Intl a 8 de Março.

Maria Minerva – Another Time and Place (video)

A proposta terá sido ir além do karaoke, e além do karaoke se foi. Novo vídeo para Maria Minerva, especificamente para uma das melhores faixas bedroom disco do ultimo ep Sacred & Profane Love. Para cantar entre copos de sangria sem perder a postura, realizado por Victoria Cheong.

Anita Vai ao Mel 66

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Novo Podcast já online. Entre os destaques desta semana, novidades em álbum para os Phèdre, Sleigh Bells, School Of Seven Bells e Andrew Bird. Ainda como promessa, novos sons para Dean Blunt com Inga Copeland na sublime The Narcissist (tema da semana?) novo single para os Violens e o gangster extraordinaire Isaiah Toothtaker e ainda o épico invertido Thrown de Kiasmus, entre outras insistências.

Momento witch house com Crim3s (UK) e Veils(PT) a propósito da presença de ambos no primeiro aniversário das festas Häxan marcado para HOJE (sexta feira 24), a partir das 23:40 no Club Noir em Lisboa. Até lá, fica o Anita para download e stream, gravado e a repetir nos estúdios da Rádio Autónoma.

TRACKLIST

Gonjasufi – The Blame (video)

É agradável descobrir que Gonjasufi, agora sem ajuda à produção de Gaslamp Killer, consegue não só brilhar sozinho em MU.ZZ.LE (o novo mini-album pela Warp Records) como em certos instantes ultrapassar o álbum de estreia. The Blame é um desses instantes e foi captado agora pela lente de Neil Krug, que noutro filme mais longo seria um cão. E haveria mutantes. Estou a tentar referir o I Am Legend.

Lower Dens – Brains (video)

Depois do aperitivo no inicio do ano, chega finalmente o vídeo para acompanhar um dos singles imaculados do ano, Brains dos Lower Dens.

Realizado por Tristan Patterson, o filme consiste num plano de Jana Hunter durante uma vídeo-conferência com sérios problemas de estabilidade,  que se refletem brilhantemente no ambiente passivo-agressivo das imagens e do tema. Simples e perturbante, e mais uma razão para colocar Brains em repeat enquanto esperamos por Nootropics, previsto para o final de Abril.

Sleigh Bells – Reign Of Terror (stream)

O segundo álbum do duo brooklyneiro Sleigh Bells abre com um concerto fictício numa arena gigante em Nova Orleães. Com cabelo e braços embalados por uma guitarra e bateria a aquecer – decerto o primeiro som interessante em meia hora de espera ao som da extinta RockFM – a multidão entra no previsível delírio quando Alexis Krauss, envergando com desleixo calculado um par de jeans em “mau estado” e casaco de cabedal vegano, enfrenta a quarta ou quinta multidão de milhares só naquela semana: “New Orleans! What the f*ck’s up?” Estamos a assistir ao espetáculo VHS em casa – para experimentar o sistema de som novinho em folha – e por isso os palavrões são omitidos. “Coisas da máquina MTV” dizemos nós enquanto aumentamos o volume pelo receio de não captar toda a experiência possível. Erro inocente pois, logo que terminada a contagem decrescente por Alexis e a multidão, Derek E. Miller lança-se de cabeça na guitarrada mais orgásmica deste lado dos 80′s, que num instante derrete o VHS para o moldar num disco blue ray, encaminhando a nova aparelhagem de forma gloriosa a uma reforma antecipada.

Este é o inicio brutal de Reign Of Terror, o sucessor do essencialmente ruidoso mas na minha opinião meio vazio Treats de 2010. O noise juvenil a roçar o inaudível desce para segundo plano, permitindo à guitarra de Derek assumir as suas claras influências hair metal via Van Halen ou AC/DC, ao ponto de reavivar com total eficácia o espírito do rock de arena dos cabeludos 80. Tudo evidente desde a poderosa abertura True Shred Guitar ao fecho frenético D.O.A. e sem a mais pequena ponta de ironia. Derek E. Miller confirma-se como um guitarrista do caraças, os Sleigh Bells como bem mais interessantes do que se fazia prever e Reign Of Terror como uma das maiores fábricas de malhas de 2012. Fica o stream na integra via 3voor12 e mais não digo porque isto não é uma review, é um “\m/  \m/” com grunhidos para o jornalista à saída do concerto.