Esta é a razão porque admiro os Boris mas nunca consegui gostar deles. A forma alucinante com que brincam e gerem as linguagens (também musicais) acaba por me fazer nunca saber por onde lhes pegar.
Este delicioso novo vídeo joga com isso mesmo, de forma simples e brilhante: na falta de coesão, para quê procura-la? Mandar a concentração às urtigas, japanese style.
Para recordar porque são uma banda de culto, e celebrar a recente passagem por Lisboa, que se diz brutal.
Breve post para passar a mensagem de que Scenes From The Suburbs, o projecto de Spike Jonze com os Arcade Fire à volta do álbum The Suburbs está para visionamento GRATUITO no site do MUBI:Europe, pelo menos pelos próximos dois dias.
Por isso vejam a curta de 28 minutos sobre o voo do tempo assim que puderem, clickando AQUI.
(Mubi não paga almoços, terão de fazer login rápido para ver o filme. Valerá a pena)
Esta semana festeja-se. Festeja-se o S.João, um regresso refrescante do pós punk com ideias e novos discos de John Maus e Zomby, entre outras surpresas.
Por isso vamos ouvir nesta hora guitarras de gente como os Manicure e Soviet Soviet, um momento do enorme novo John MausWe Must Become the Pitiless Censors of Ourselves e uma canção para a Natália, via Zomby.
Lá para o meio ainda há tempo para James Drake, o mashup, não o artista plástico ou os outros 49 artistas com esse nome. Como mashup isto é surpreendentemente bom, mais uma daquelas situações em que a soma das partes dá… que o maior da soma…. podem ouvir o set inteiro, aqui.
Podem fazer stream ou download direto da sessão já aqui, mandem piropos aqui ou na página do facebook.
Nada com pôr fim a estas mini-férias aqui do blogue com um bom vídeo.
Este ilustra uma das muitas pérolas do novo álbum de John MausWe Must Become the Pitiless Censors of Ourselves – já um dos favoritos do ano aqui por casa – neste caso a faixa Head For The Country.
Mais se irá falar aqui sobre este monumento pop lo-fi, mas por enquanto ficamos com o segundo dos vídeos para este álbum, realizado por Jennifer Juniper Stratford. O tema podem baixar à borla logo em baixo.
We Must Become the Pitiless Censors of Ourselves sai este mês.
Esta edição tem mais eletrónicas que cordas mas as máquinas estão bem oleadas: abre-se com o synth-pop efusivo dos Konnichiwa (Cryosphere é a faixa da semana) em direção a propostas mais experimentais dentro do dubstep e do hip-hop instrumental – destaque claro para Sam Baker’s Album, o ultimo Samiyam.
Os momentos para meditar são a cargo de Balam Acab e a remistura de Grimes para os Washed Out, assim como algumas pérolas folk, do passado e do presente. E ainda há tempo para maus nomes para bandas e para o regresso curioso e muito bem humorado dos Kayser Chiefs, os grandes revolucionários do pub do fim da rua.
Um pouco à semelhança dos Smiths, sempre vi os Belle and Sebastian como uma banda da classe operária que conseguiu o sucesso mesmo a tempo de ter realmente de picar o ponto.
O novo vídeo para Come On Sister parece provar-me o contrário: os Belle and Sebastian dão no duro, após as longas e burguesas férias que são uma tour mundial.
Esta semana, o grande destaque é obviamente a faixa única do ultimo ep/single de B Fachada, o épico de 20 minutos Deus Pátria e Família, que escolhemos passar na integra porque vivemos um estilo de vida alternativo, e porque triunfos assim não se cortam a meio.
Mas também olhamos para novos sons do enorme David Sylvian, que apresenta uma nova ideia para álbum de remixes; e para o novo single de Beirut que avança assim o próximo The Rip Tide, a sair lá para o fim de Agosto.
Jamie XX lança finalmente o 12 polegadas de Far Nearer, tema que já andava por aí mas só agora teve lançamento seguro. Passamos o seu lado B, a saborosamente disfuncional Beat For.
E entre outras insistências, temas ainda tempo para conhecer os franceses Jesuslesfilles, prestar vassalagem aos deuses do kraut por intermédio dos Jonas Reinhardt, ver o witchhouse a morrer graciosamente com os Holy Other e ainda terminar semi-bem dispostos com os Mozart Parties. Apesar do rant do Fachada, há ainda muita coisa para conhecer.
Saquem ou oiçam a sessão desta semana já aqui em baixo, e atestem a playlist em baixo, depois do MORE.
Está cada vez mais próximo o lançamento do novo ep de uma das favoritas do Anita, a simpática ninfa de Brooklyn de nome Laurel Halo. (sim, gostamos muito dela).
Hour Logic sai a 21 de Junho mas já pode ser ouvido na integra no site da FACT MAG, sigam a foto abaixo para lá chegar. Para quem estava habituado a canções como Embassy do ep King Felix ou Strawberry Skyes da colaboração com os Games, Hour Logic pode surgir como uma surpresa: aqui há teckno ambiental e hipnótico, extremamente denso e criativo, muito na onda do curto mas excelente set com que nos banhou no espectáculo na ZDB, em Maio.
Aguardamos meter as mãos nesta pérola, que continua a mostrar que a belíssima voz, a estética desconcertante, o monumental sentido melódico e o extremo bom gosto são só um lado da estranha forma Laurel Halo: Hour Logic é só mais um ângulo.
A minha relação com a música de B Fachada continua estranha, desconfiada e distante, mas começa a ser regra que todos os Verões façamos o amor.
É que o novo “EP de Verão” do autor Deus Pátria e Família está disponível para download gratuito desde hoje no site da Mbari Musica, com o formato físico a ser anunciado um dia destes, e já está ao nível do outro EP de Verão Há Festa na Moradia (download) como do melhor que o homem já fez.
Deus Pátria Família está disponível como única faixa de 20 minutos a vários movimentos, e é uma delicia a todos os níveis: nas letras certeiras e extremamente corajosas - que vão certamente gerar alguns ódios um pouco por aí -,na entrega mais cheia e nas quebras de ritmo que dão uma densidade de épico a uma obra maior, muito maior que os discos “oficiais”, na minha opinião.
Podem/devem sacar o bicho aqui, clickando na foto.
Se isto significa que só ouvirei B Fachada no Verão, pois então que assim seja. Mas que bom.
Após algum pára-arranque, o novo single de Jamie XX está finalmente disponível via Numbers.
Far Nearer e seu lado b Beat For parecem ir beber bastante ao universo Burial, mantendo no entanto a criatividade delirante a que o elemento mais interessante dos XX nos habituou. Far Nearer, em especial, precisa de ser ouvida numa pista quanto antes, não se espera menos que a apoteose no meio de corpos em convulsão demente. Ando a precisar duma festa dessas.