Uma das melhores faixas do último e excelente PJ Harvey tem direito ao melhor vídeo do conjunto, até agora.
Chegados a metade da coleção, o sexto de 12, o balanço é positivo: vídeos minimalistas fixados no ambiente rural inglês, entrecortados por filmagens nas gravações e atuações mais ou menos humorísticas. O tom é simpático, intimista, quase de diário de bordo para os fãs.
Mas neste sexto vídeo o fotógrafo e realizador Seamus Murphy leva a camera para longe do ambiente da igreja/estúdio de gravação e entra pela vida privada das vidas que fazem a Inglaterra que se canta, com belíssimos resultados.
Mais um dos doze a ilustrar Let England Shake, saga que continuaremos a acompanhar por aqui sempre que se justifique.
Passem revista aos que foram saindo nas ultimas semanas, no canal youtube.
Só hoje é que apanhei, via Prefix, o vídeo saído em Fevereiro para Hanging From Above, dos Figurines.
O álbum está cá fora deste Setembro passado (ou 1870, para alguns) mas esta Hanging From Above continua tão viciante como há meio ano atrás. Para voltar a ouvir, desta vez na companhia de três modelos anónimas.
” – Ok Figurines, vocês agora são três, precisamos de encher o ecrã… Metemos umas miúdas, duas loiras e uma morena pró contraste… Não, ruiva é demasiado óbvio…”
A candidatura de Maria Minerva é muito interessante. A voz ultra processada (no melhor sentido), a atitude de sereia perdida no deserto e a beleza terra- a- terra fez com que blogues como o Altered Zones já falem de “new age pop pin up“, o que passe o romantismo até faz sentido.
Este vídeo pertence a California Scheming, single da cassete Talling at Dawn – entretanto esgotada – que contrasta com o anterior e excelente EP Noble Savage ao diluir o sonho conturbado numa manhã perdida na cama. Logo abaixo, o vídeo quente da minha faixa preferida de Noble Savage, A Little Lonely.
Maria Minerva é o pesadelo cristão pois a Nova Era começa aqui e, surpresa, não é hippie.
Neste programa fala-se de David Bowie, Micachu and The Shapes e dos novos eps de MGMT e Parenthetical Girls. Ouve-se disco e dubstep, fazem-se recuerdos indie e dizem-se disparates.
Lá pelo meio ainda há tempo para descobrir coisas interessantes como Leo Cavalcanti, brasileiro de nome questionável meio desconhecido pela Europa mas a editar álbuns do ano no país natal.
Podem sacar a sessão aqui, checkar o stream já aqui na senhora em baixo ou ouvir na Radio Autónoma às quintas e domingos à noite e sextas à hora do almoço.
Se tinham curiosidade/ medo relativamente a como soará James Blake num concerto ao vivo, fora do estúdio, é tempo de desfazer as duvidas.
Ultrapassando as melhores expectativas, o som espaçado e denso que preenche o longa-duração de estreia soa em momentos, pelo menos nestas condições, melhor que no disco. A voz está no ponto, a banda perfeita, o tom intacto, e o tipo até é simpático. Quem diria.
James Blake em Portugal em 2011 deve ser agora a grande prioridade nacional.
O evento data de 18 de Março e foi muito bem gravado e filmado no SXSW. Para mais vídeos da LawnParty 2011, que incluem Twin Shadow, Low e Cass Maccombs entre muitos outros, passem pelo canal do youtube do evento.
Os fãs de David Bowie são conhecidos por serem incansáveis, insaciáveis e geralmente muito chatos. Eu confirmo essas características pelos gritinhos que soltei hoje quando li a notícia de que o mítico Toy tinha escapado.
Para os não bowiefansbowie, Toy foi um projeto do próprio após a tour de …Hours, de 1999. Esta foi a altura em que Bowie começou a assumir um tipo de atitude mais “adult contemporary“, acessível e prazenteira, longe do caos sonoro e temático do recente 1.Outside. Como com este ultimo, houve problemas com a editora e a coisa teve de voltar para trás. Mas enquanto 1.Outside foi recusado por ter sido apresentado para prensagem como uma épica jam session de rock industrial esquizofrénico e visionário com mais de 3 horas de duração, Toy voltou para trás por questões bem menos interessantes, como royalties e direitos.
Agora que esse álbum saiu da gaveta para as pastas dos ávidos, a primeira coisa que se torna óbvia é o peso da tal viragem ao “adult contemporary” , com a sua guitarra funcional e uma bateria a pedir eutanásia. A “coisa” já tinha mostrado os cabelos brancos na morna sessão VH1 Storytellers de 1999 e não se escusou a verter influências nesta coleção de covers, que se estende desde o primeiro single Liza Jane (ainda com os King Bees) até demos de canções a aparecer no seguinte – e muito bom – Heathen.
No total, 14 temas com algumas boas ideias mas longe da chama que os modelou – mesmo nos temas mais juvenis – a pedirem uma audição não exigente e talvez só interessante, temos pena, para os fãs. Fica um dos meus b-sides preferidos, In The Heat Of The Morning, primeiro na versão de 67 e depois na de Toy, 2001.
Mas bolas, soube bem ouvir alguma coisa nova. As velas vermelhas no meu altar continuam acesas.
Esta semana a sessão é quase toda ela eletrónica, na sua forma mais pungente. As novidades passam por techno aliado a pianos minimalistas de Francesco Tristano, o regresso de Falty DL – bem acompanhado por Aneeka - e mais um remix monstro para os Factory Floor.
O destaque óbvio vai para o titã de ferro, formado por Fourtet+Burial+Thom Yorke, projeto do qual escolhemos o lado Ab do 12″, EGO.
Lá pelo meio, remixes de Ladytron, boa disposição pop dos, err, Das Pop e algumas recordações.
Este é para ouvir com os phones, enquanto se faz qualquer coisa criativa. Dei por mim a dançar sozinho na cantina da Lusófona.
Oh, é uma das noticias da semana e com toda a legitimidade.
Thom Yorke juntou-se a Fourtet e Burial para um 12 polegadas de duas faixas, Mirror e EGO, que já foram apresentadas ontem na Rinse FM.
O mago Fourtet e o misterioso Burial já tinham colaborado uma vez na produção, na penetrante faixa Moth. O duende Thom Yorke, que anda numa de colaborações (até com a sua banda), juntou a voz a duo e o resultado já está para ouvir.
Interessante que a uma primeira audição sugira um trabalho a três muito bem organizado na distribuição de trabalho: Mirror destaca-se pelo estilo de Burial e EGOmostra opções mais próximas do imaginário Yorke, mas todas elas soam como faixas de Fourtet com colaborações. Nada de mal nisso, está-se com Fourtet está-se com deus.
Não há fome que não dê em fartura, e hoje é dia de churros.
San Pedro é o segundo vídeo promocional para Hardcore Will Never Die, But You Will, ultimo e óptimo longa duração dos Mogwai. San Pedro é o single mais óbvio de todo o alinhamento (até mais que Rano Pano), mas o universo conspirou que fosse o segundo a ver a luz.
O vídeo, decerto carregado de simbolismos que por hora me ultrapassam, é de Anthony Crook.